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O MOMENTO PRESENTE

Luciano Lima de Oliveira

Brasil



Alguém por aí já parou para pensar o que aconteceu com o Brasil a partir do ano de 1994?
Pois sim, uma grande mudança. Não acham que estamos mais internacionais, informados, egoístas, interesseiros e avaros no nosso próprio mundinho?
Sim, estamos.E a questão é: até quando?
Todos nós ouvimos no dia-a-dia as queixas proferidas devido ao desemprego, a violência urbana, a concentração de renda, a favelização, o grande surto de doenças... E recebemos essas informações com uma certa dose de ignorância. Nos deprimimos e nos indagamos sem resposta. Toleramos, por certo, até certas vezes com otimismo. Fogo de palha, não é esse o caminho.
As notícias dos meios de comunicação invadem nossas casas sem licença: informações quase sempre, as mesmas. Exceção: a sublevação.
Pois muito bem. O que aconteceu e acontece com o Brasil é efeito da globalização ou mundialização da economia de todo o mundo.
Analisando o atual estado que em vivemos pelo prisma cultural, teremos o melhor meio de entendimento desse fenômeno.
Ou acham que ainda há brincadeiras de roda, vizinhos conversando nas calçadas, a paz interiorana na cidade?
O poder de agressão de um sistema tem na cultura o medidor mais sensível.
O que acontece hoje em dia é uma intensificação dos interesses atrelados ao capital. Os que já tinham muito quiseram ter em demasia. É que sucedeu? Sucedeu a submissão das nações ditas de “direita” à nivelação exigida pela expansão do capital das grandes potências. E por que razão não acatar a essas exigências se, de uma forma ou de outra, éramos e somos dependentes dos mesmos? Não acreditamos no nosso potencial.Copiamos como sempre aos demais.Nada mais do que certo. São ricos, são brancos, são cidadãos do norte.Sim, têm as inteligências de gênios. Não vão errar. Deus? Quiçá. É morremos novamente a nossa morte diária: a arraigada dependência dos nossos ancestrais.
Será que não seriamos mesmos capazes?
Sim, somos capazes mais temos medo, medonhos interesses envolvidos. Dirão: das minorias dominante.
 Não é verdade, é equivoco.
A culpa é de todos nos que, de uma forma ou de outra, defendemos os nossos interesses com unhas e dentes. São os políticos, pobrezinhos, elegidos democraticamente, são as empresárias, as unidades cooperadas de toda nação. Cada qual puxando por sua sardinha. Coletividade? Que fique para outro dia!
O Brasil não é apenas um problema de ricos, mas de todo o setor produtivo envolvido.
Não é isso o que acontece no planalto, na câmara, no senado e até mesmo em tua casa?
É, quando uma cultura é venerável os índices de contaminação são muito maiores. Aí é que entram as brincadeiras de roda, os teus vizinhos na calçada...
Sofremos? Sim. Mas deixamos para manhã o que era para fazermos hoje.
Se o Brasil está ou ficou diferente a partir de 1994, isso não nos resta dúvida. Fomos, tal qual em um arrebatamento, nos subjugando lentamente. Imaginem um selvagem índio da selva amazônica brasileira que dormindo amanhecesse em pleno centro da movimentada Nova York? Certamente não estaria tão ambientado.O seu jeito de ser, a sua cultura, o seu desinteresse pelo capital entrariam em choque com aquela cultura.Sentiria-se pobre incapaz intelectual e miserável. Assim, utilizemos a analogia.
O que acontece com o Brasil não é uma globalização ou nivelação da economia, mais sim um verdadeiro estupro, uma violação dos nossos direitos adquiridos. Fomos pegues de supressa. É já sem saída, penetramos cada vez mais a fundo: privatizamos o que tínhamos, nos submetemos ao capital dos bancos, na verdade nos acanalhamos e nos despersonificamos rapidamente.
E o que somos hoje? Um boneco. Fantoche de nossas próprias contradições.
A pergunta é: há saída? Respondo: há sim. Somos nós mesmos.
Não é com braços cruzados, não é puxando pela nossa sardinha e não é alimentando o nosso egoísmo que venceremos.
Na verdade, o que é bem um país senão os homens que o formam?
Se fomos e somos violentados, agredidos e rebaixados, o momento não é para queixas, pois há outros caminhos.
Lamentar-se e maldisser um sistema, não basta. É preciso ir a luta. É preciso nos valorizar. É preciso acreditar no nosso potencial.
Um pai antes de tudo é feito por homens que são por sua vez suscetíveis de mudança.
A luta, o trabalho solitário de cada é o que fortifica uma nação.
Quando um povo não quer, nunca conseguirá mudar um país. E aqui bato novamente na mesma tecla: o Brasil é um problema cultural por excelência.
Dizemos que somos pacíficos, hospitaleiros e pacíficos, porém não refletimos sobre essa afirmação.
 Já pensaram na sua antítese?
Sim, é a guerra. Um fato pouco refletido por nós.E por que?
 Ora, a guerra tem uma conotação para a atualidade, e essa mesma conotação não é aceita pelo sistema. É então qual seria? Respondo novamente: sublevação. É isso, a guerra é o alienígena da situação. Mas afinal o que é mesmo a guerra nesse contexto?
É a não aceitação de tudo que está ai. É a proteção de uma cultura. Logo não se tratam de fracas. Há vida consciente e combativa na guerra. Há afinal a resposta da não-aceitação a tudo isso.Esse é o fator consciente da guerra que por enquanto nos manteremos apenas nele, pois é o que analisamos no momento.

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