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Algumas Poesías de Maria Melo

MarosarioMartins

Brasil



Escrevendo um texto.

Escrevendo um texto,

Totalmente fora de contexto

Usava o pretexto para não ter

Um Plausível desfecho

 

Procurava um contexto

Que mesmo fora do texto

Fosse usado como pretexto

Para se ter um desfecho

 

 

Achando este contexto

Começou a escrever o texto

Com o simples pretexto

De se obter um desfecho

 

Livrou-se do pretexto

E escreveu o texto.

Conteste com o contexto

Feliz com o desfecho

 

Fragilidade ou Poder ?

Sentada no vaso sanitário

Com sua filha de 1 ano nos braços

Agradecia a Deus, porque ela.

Só era chatinha... Mas muito saudável...

Muito lindinha...

Não queria estar com ninguém...

Somente com sua mamãe...

Mãe... Mãe... Chamava a pequenininha...

Mamá mamãe... Mamá mamãe...

Ainda cansada e querendo morrer...

Encontrava naquele chamado...

Forças para viver... Chegava a pensar...

 

Como é forte esta menina!

E sua voz...Sua voz...

Aquela voz sinfônica...

Tinha a força e o poder...

Da voz do Deus do Céu!

O poder de ressuscitar mortos...

Precisava sentir-se perdoada...

Para alcançar o milagre...

Precisava se perdoar...

Por não ser perfeita...

Não ter todo o poder...

Não ser apenas mãe...Também, ser mulher...

Ter ter  seus próprios sonhos e anseios...

Menstruar...(TPM)

Ser fértil...

Engravidar...

Amar...

Chorar...

Cantar...

Ser frágil...

Querer ser forte...

Precisar dormir...

Descansar...

Querer sorrir...

Por ser apenas... Humana...

Ter seu próprio corpo para cuidar...

Querer ter todo o poder...

Querer viver...

Querer morrer...

Morrer por estar cansada...

Estar cansada... Cansada de cansaço...

Não de viver...

Cansada por não ter todo o poder

O poder de não cansar...

O poder de não precisar...

Ser mulher...

Menstruar...

Ser fértil...

Engravidar...

Amar...

Chorar...

Cantar...

Ser frágil...

Dormir...

Descansar...

Sorrir...

Ser humana...

Ter seus próprios sonhos...

Ter um corpo para cuidar...

Não ter todo o poder...

 

Meu Tempo

No meu tempo, não tenho tempo.

Pra parar pra pensar.

Parei de pensar.

Não tenho tempo para pensar

Em uma vida parada como a minha

O tempo não anda, ele corre... Ele voa.

Sem ao menos sair do lugar.

Não tenho tempo para mim.

Tenho filhos... Casa... Solideiro (Não tenho companheiro)

Estou presa. Com pressa...

Com o tempo voando estático.

Eu não cresço... Envelheço.

Uma morta-viva... Cuidando de crianças...

Cozinhando, pintando e cantando...

Na música encontro vida...

Mas não existe vida sozinha...

O artista tem que ir onde o povo está...

Fazer sorrir... Chorar... Sonhar...

No meu silêncio está a morte...

Sinto-me em um mar de emoções

Entregue a minha própria sorte...

Sorte... Que sorte?

Se má ou boa, eu não sei...

Aliás... Talvez nem tenha sorte...

Escolhi... Pensei que tive tempo suficiente... 32 anos...

Não foi suficiente...

Nem o tempo máximo

De uma vida humana

Dá-nos garantia de uma

Boa escolha...

De novo apelo para a sorte...

Se boa ou má eu não sei...

Talvez si eu começasse...

Por onde o filósofo começou...

Eu tivesse melhor sorte...

“Eu só sei que nada sei”

E o famoso...

“Penso. Logo existo.”

Quando eu tinha tempo,

Para pensar em minha vida...

Eu pensava que sabia...

Mas agora

Que eu não tenho...

Nem sequer...

Tempo para pensar

“Eu só sei que nada sei”

Talvez agora, eu tenha uma

Melhor sorte...E aos 38 anos...

Possa pensar para existir...

E talvez O TODO PODEROSO

SENHOR DE TODOS

OS UNIVERSOS...

Que Tudo pode, si esta for a sua Vontade.

Queira que eu cante... E leve a minha “Vida”

Para o mundo... E que os filhos tenham uma

Mãe Viva-Viva...

Este artículo tiene © del autor.

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