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Selección de Poemas de Rui Pais

Rui Pais

Portugal



O FURACÃO KATRINA 

Juntaram-se as forças da natureza...

O tema em agenda, era a devastação

Que seria debatida numa grande reunião

Em privado. Para se tomar uma atitude...

Que fosse drástica e de grande magnitude...

 

Mostraremos ao indivíduo a capacidade

Da fúria arrasadora sobre uma cidade...

Enviaremos a poder que demos ao Vento...

O homem impávido comprovará o evento

Sem poder actuar nesta raiva incontida...

 

Usaremos o mesmo sistema do maremoto

Que na Ásia galgou a orla marítima e matou

Com o furor do caos que o mundo testemunhou

Para lá da concepção do nosso entendimento...

 

E actuou o Tempo como num julgamento

E o furacão como um exército avançava...

De mansinho, da costa se aproximava...

Trazia uma missão suicida, avassaladora...

Chegou com o ímpeto da fúria destruidora...

 

O americano sentiu a ira deste furacão destruidor...

Que na sua terra espalhou a devastação e o horror...

Hiroxima e Nagasaki, evocam as bombas temidas...

Um crime desumano que ceifou muito mais vidas...

 

Quem leva as suas guerras para território alheio

Receberá as consequências em seu próprio meio...

Que império tem usado mais armas na guerra?

Quem mais tem esgotado os recursos da terra?

 

Actuando sem clemência e sobre toda a gente...

Que até o sorriso de contente já nem sente?

Quem mais tem devastado o meio ambiental

E se opõe ao protocolo na defesa do natural?

 

O planeta tem uma sensibilidade muito frágil...

O homem o corrói pensando ser mais ágil...

Mas deixa-lhe a marca da sua cicatriz

Como a árvore que é cortada junto à raiz...

02/08/2005

 

SE PUDESSE RETER O TEMPO

Se eu pudesse reter o tempo!?

Seria enorme este erro meu...

Como me redimiria diante do céu?

 

Eu não atingiria maior longevidade...

Ao invés, pereceria antes da idade...

Provocando uma catástrofe natural

A um nível verdadeiramente colossal...

 

O nosso planeta logo deixaria de girar...

Metade do mesmo ficaria sem luz solar...

Por razões de desequilíbrio ambiental

Provocaria no tempo um colapso total...

 

Barafustaria dum lado a Terra:

Excesso de calor... Não aguento

Mais este tormento...

Invocando a Zeus no pensamento!

 

Do lado oposto reclamaria o homem:

Que escuridão... Não a suporto

Mais sem Sol... Imploraria a Deus...

Suplicando diante dos erros seus!

 

Senhor, emprega tua sapiência

Que haja alguma contemplação

Dá a este ser nosso concidadão

Uma mais apurada consciência...

 

Só comparável à humildade

Que tem toda a semente...

Num processo evidente

De sua natalidade...

 

Ou que lhe desses essa candura

Própria da luz do Sol aonde poisa

Com suavidade e brandura

Vai abençoando cada coisa...

 

Um homem virtuoso...

Atento e ambicioso...

Contemplador do amor

De Deus Nosso Senhor...

07/09/2005

 

DEUS E O UNIVERSO

Senhor, queria escrever um poema

Que falasse de tua grandiosidade

Do teu amor pela humanidade...

Queria entender o meio onde vivo...

Qual é o nosso principal objectivo?

 

Eu tenho uma grande curiosidade

Na tua obra em prol da sociedade

E anotarei com teu consentimento

O que me ditares no ensinamento...

 

Se o Universo surgiu de forma caótica

E progrediu como hoje progride a robótica...

Sendo dirigido por um Deus independente

Será este o trilho para um futuro consistente?

 

Ordenar tudo o que no Cosmos tem vida

Para que tua obra seja melhor absorvida...

Eu não entendo este estranho progresso

Se cada mundo tem seu próprio universo!?

 

Para o futuro existe um plano progressivo

Que será alcançado em pleno nesse objectivo...

Mas se cada Universo tem um tipo de evolução

Como podes coordenar semelhante gestão?

 

E ainda, se cada planeta funciona isoladamente...

Sem sequer saber-mos o que vamos encontrar...

Como podes Tu Senhor, organizar uniformemente

Este Cosmos tão extenso e tão particular?

 

EU cuido de tudo em simultâneo

Uma vez que está bem estruturado

Há um progresso lógico e momentâneo

Que vai avançando num ritmo adequado...

 

Consiste numa forte estrutura na base

E jamais interromper nenhuma fase...

Método e organização, eis a questão!

Quem se desviar não verá outra solução...

19/09/2005

Este artículo tiene © del autor.

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