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Em Carne Viva, poema de Oscar Portela

Oscar Portela

Argentina



“Tanto penar para morirse uno”
Miguel Hernández

“Tanto penar

para depois

se morrer "

Miguel Hernández

 

 

Tradución de
Vera Luz Laporta

EM CARNE VIVA

“Tanto penar para morirse uno”
 Miguel Hernández

“Tanto penar

para depois
 
se morrer "

Miguel Hernández

Conheceis vós as grandes ardências

das vastas planícies

quando o fogo que purifica

se propaga para tornar cinza

as antigas pastagens e assim deixar

crescer o verde por baixo da cega

luz da canícula? Conheceis vós

o coração atormentado presa

dos incêndios do amor? O coração

que sangra nas noites de insônia abandonado à
i
ntempérie da ira do Deus da paixão?

Trêmula, trêmula, vibra

a pergunta para vós que sabeis

da neve e do cárcere da neve.

Do passo dos anos e do abandono

Do saber extinguir-se nos braços de uma

paixão inútil. Sim, vós sabeis.

Ah, vós, as grandes planícies

Onde o amor corria até

noturnos astros para encher de luz

o coração das obscuridades!

Em carne viva o coração

agora apenas esperamos

Música das grandes esferas

e solitários sabemos que o gozo

é o minuto efêmero e que o céu
J
amais se funde com o mar.

Ah, vós frágeis em vossa

Ousadia de ser a luz

Castigada pelas mãos do homem.

Deixai crescer as ervas novamente

Em vossos corações.

Que não importem a penúria

do tempo. Os duelos nem a morte.

A velhice e o exílio.

Nós não passamos.

É o amor que passa. E é sua

Sombra que ruge por trás de outros verões.

Oscar Portela
Corrientes. Argentina
16 de abril de 2007
Abel e EdnaMinhas testemunhas.

Ver en línea : Levedad poema de Oscar Portela

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